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É tanta coincidência que é necessário colocar a lupa em cima e ter os órgãos de controle e o Ministério Público na linha de frente.

O manto de integridade do governo Witzel se esfacela no momento em que a crise da Cedae deixa de ser um problema de governo e vira o problema de um “químico”. Em plena crise, tentam colocar um preposto, um neófito, na agência que pilota uma bomba de atômica, ou melhor, uma bomba de hidrogênio.

O CORREIO DA MANHÃ denuncia nesta edição que o braço direito do governador, que foi seu chefe de campanha, ainda se mantém como administrador de uma firma de advocacia, de forma proibida por lei. Como se não bastasse, ainda tem como sócio um conselheiro do Carf, ou seja, é um típico caso de raposa tomando conta do galinheiro.

Antes de ter tirado o bilhete da sorte e virar braço direito do seu ex-professor e ex-sócio, Tristão tentou ser também diretor do Carf. Trocou uma carteira de pequenos negócios tributários por um estado que é a segunda economia do país. Partipocou de duas listas tríplices a pedido da CNC e... esqueceu? Inacreditável para uma mente jovem e quase imberbe.

O outro professor sócio é consultor jurídico da Caixa Econômica e diretor substituto eventual em pleno governo Bolsonaro, no qual o outro ex-sócio e ex-professor faz oposição ferrenha. Imagina o poder nas mãos de quem controla os contenciosos da Caixa?

Tudo forma uma infeliz cesta de coincidências, capazes de dar arrepios. Na política, a velha máxima já dizia que a mulher de César não basta ser honesta, mas tem que parecer honesta. Com tantas coincidências, fica difícil!