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Publicado originalmente no nosso sítio da internet (www.jornalcorreiodamanha.com.br), o artigo do chefe do Correio da Manhã, Cláudio Magnavita, analisando o empenho do governador Wilson Witzel a se lançar candidato à Presidência da República em 2022, mesmo estando ainda no primeiro ano do seu mandato, teve ampla repecussão, atingindo mais de 43 mil acessos e sendo compartilhado em diversos grupos de whatsapp.

Uma das reações imediatas foi do próprio governador Witzel, que, em mensagem de whatsapp ao jornal, rebateu o artigo afirmando: “Você apenas se esqueceu, ao que me parece de forma não dolosa, de fazer uma análise do que está acontecendo com o governo federal e municipal, cujas vidraças hoje também não são tão menores que a do Estado do Rio”.

Na troca de mensagens com o Correio, Witzel afirma também: “Meu governo será um sucesso, já o federal eu tenho sérias dúvidas, e o municipal já acabou”.

Na análise, Magnavita questiona também os prejuízos para o Estado do Rio do afastamento do governo estadual da administração federal.

O governador repassou o texto que foi originalmente enviado ao prefeito Marcelo Crivella no qual rompe relações e agradece ter sido chamado de Garotão. Mandou para o Correio 25 fotos e dois videos com problemas de desordem urbana, enviado originalmente ao whatsapp do prefeito.

Ao ser informado de que seria pautada pela redação uma reportagem sobre a desordem urbana no Rio, Witzel escreveu (sem pedir a proteção do “off ”, que na praxe jornalística significa pronunciamento “off the record”): ”Crivella é indefensável nem mesmo o Bispo Macedo o defende politicamente e sobre o Jair a igreja está orando para tentar dar a ele a sabedoria dos grandes Reis.

Na sequencia, o governador Wilson Witzel envia ao jornal um link de matéria publicada pelo jornal “Valor Econômico” em 8 de abril de 2019, com o titulo “TV Record chega aos R$ 2 bilhões de receita, mas com prejuízo” e sugere: “aproveita e faz um levantamento das dívidas tributárias de quem gravita ao redor de Brasília”.

No artigo - que publicamos nesta página, assim como a resposta do governador e a mensagem que ele enviou ao prefeito - o jornal lembra a relação de Crivella com o tio Edir Macedo, que em recente culto no templo de Salomão, em São Paulo, recebeu o presidente Jair Bolsonario, que de joelhos recebeu uma bênção emocionada do líder da Universal.

Outro momento de proximidade do Bispo Edir Macedo com o presidente foi em Brasília, na Parada de Sete de Setembro, acompanhado de sua esposa, Ester.

O vice-governador, Cláudio Castro, também citado na análise política do Correio, manifestou -se através do whatsapp sobre o trecho em que afirmamos que “a melhor posição neste cenário é a do pastor Everaldo Pereira, presidente do PSC Nacional, que, ao impor uma chapa puro sangue, tem seu fiel pupilo partidário Cláudio Castro como vice-governador. Se Wilson for candidato a presidente, assume o vice. Se ele sofre impeachment por conta do colapso do estado pela quebra do acordo de recuperação fiscal, assume o vice. É um cenário no qual o poder do Everaldo aumenta e muito.”

Ao rebater este parágrafo, Castro afirma: “Caro, você comete dois erros na citação a mim...

1. Caso ele sofra impeachment eu sairei junto! Não sou traidor!”

2. Não sou e nunca fui pupilo de ninguém! Quem me escolheu vice foi o próprio Wilson”.

Além de demonstrar que existe a hipótese de impeachment, o vice deixa claro que não está na área de influencia do Pastor Everaldo e que deve a sua acensão política ao próprio Governador.

 

“O PSC tem um projeto para o Brasil”

“Prezado jornalista, papel aceita tudo mesmo, mas a vida real tem um tabuleiro diferente e muito além das possibilidades de certos neurônios. Você apenas se esqueceu, ao que me parece de forma não dolosa, de fazer uma análise do que está acontecendo com o governo federal e municipal, cujas vidraças hoje também não são tão menores que a do Estado do Rio.

Falar da recuperação fiscal de forma rasa e absolutamente sem conhecimento do que realmente está acontecendo é, no mínimo, lamentável. Uma postura de imprensa desqualificada e que fala sobre o que não sabe - aliás, não conheço jornalista que tenha passado pela magistratura e possa fazer uma avaliação razoável sobre recuperação fiscal. Hoje sequer se exige curso superior para o jornalismo.

Deselegante é um prefeito que tem um programa de defesa das minorias, inclusive LGBT, fazer essa lambança na Bienal com fiscais de colete para recolher um livro que havia uma única página com uma gravura com um beijo gay. Falta de coerência e puro oportunismo político, quando os problemas da cidade do Rio são graves e não enfrentados. Abra os olhos e escreva a verdade dos fatos.

Sou dirigente partidário, e o PSC tem um projeto para o Brasil, não apenas para Rio, e com a graça de Deus sempre estudei muito para que meus neurônios possam ser bem articulados com análises mais precisas sobre as complexas relações da vida."