Coluna Magnavita: Porta-voz de Ricardo Magro confirma que ele é o controlador da Refit

Coluna Magnavita: Porta-voz de Ricardo Magro confirma que ele é o controlador da Refit  

Colunista confirma que Magro é o controlador

O colunista Leandro Mazzini prestou, nesta semana, uma valiosa contribuição ao Ministério Público e para o andamento das várias ações criminais que correm na justiça. Ele publicou na última segunda, dia 29, no seu blog na revista Isto É, uma notícia na qual revela que Ricardo Magro é o controlador da Refit (Manguinhos). Nunca uma pessoa tão ligada ao advogado tinha afirmado, de forma tão categórica, e ainda por cima, por escrito, em uma publicação nacional, com a credibilidade da Isto É, que é ele quem manda realmente na Refit.

Nada ligava Magro ao controle da Refit

A Operação de Manguinhos é uma teia de empresas, com laranjas e o uso de familiares. A controladora da refinaria está nas mãos do seu pai, João Manuel Magro, um quase octogenário lusitano, que reside em Portugal, e quem tem o seu patrimônio distribuído em diversas companhias no exterior. O próprio Ricardo Andrade Magro vive nos Estados Unidos e, depois da sua prisão, em uma das operações da Lava Jato, raramente retorna ao Brasil. Quando vem, utiliza as fronteiras terrestres do Mercosul. A grande dificuldade era carimbar o seu papel de operador do esquema, que, só de ICMS, deve R$ 7.000.000.000,00 (sete bilhões de reais) ao Governo do Rio, valor de quatro folhas inteiras dos servidores estaduais.

Honorários milionários, as primeiras digitais

Na ultima semana de novembro de 2021, o Correio da Manhã revelou as primeiras digitais oficiais de Ricardo Andrade Magro na sangria da operação da Refinaria Manguinhos (Refit). Quem leu o balanço trimestral, não acreditou no que estava escrito. Estava lá, contabilizado, o pagamento de milionários honorários advocatícios para a Magro Advogados Associados. Só no último balanço, o escritório do controlador da Refit recebeu R$ 23.000.000,00 (vinte e três milhões de reais) por serviços jurídicos prestados. O montante, pago ao próprio Ricardo, nos últimos seis trimestres, é duas vezes e meio o valor total da recuperação judicial da refinaria (R$ 60 milhões), que correu no mesmo período. Mais de R$ 100 milhões já foram pagos em honorários. A recuperação judicial está sendo postergada, por um recurso paradoxal redigido nos computadores da Magro Advogados em nome de credor.

Conflito de interesse prejudica minoritários
A confirmação realizada por Leandro Mazzini, de que Ricardo Magro é o real controlador da empresa e os pagamentos milionários realizados por uma Sociedade Anônima, que possui sócios minoritários, o silencioso Postalis, é motivo de abertura de investigação da CVM, já que contraria regras.

Citação de advogados confirma nota do Correio
A coluna Mazzini cometeu alguns atos falhos na defesa do seu amigo e parceiro Ricardo Magro, ao rebater uma pequena nota publicada nesta coluna, que registrava a fragilidade dele junto ao MPF, ao abandonar o plano de recuperação construído pelos maiores escritórios de advocacia de Brasília e os programas de compliance que eles desenvolveram. Para responder a apenas quatro linhas da coluna, publicada na sexta, 26 de novembro, o defensor de Magro revelou que ele havia dispensado os serviços dos advogados Marcos Joaquim e Fábio Medina. De certa forma, a carapuça caiu e confirmou com nomes a informação publicada pelo Correio da Manhã. Foi uma importante revelação, mas a nota se referia ao escritório Tauil Chequer-Mayer e Brown, que tem como sócio o ex-ministro Luís Inácio Lucena Adams, que foi advogado Geral da União de 2009 a 2016.

Saída de escritórios sérios fragilizou Magro
Além de Luis Inácio Adams, o plano de compliance do que seria a nova Refit, foi desenvolvido pelo ex-ministro da CGU, Valdir Simão, um dos maiores especialistas do setor. Estes nomes, além dos escritórios revelados por Leandro Mazzini, o Medina Osório Advogados Associados e M. J. Alves e Burle Advocacy Brasil, trouxeram, junto aos procuradores das áreas Fazendária e da Criminal do Ministério Público Federal, a esperança de que havia seriedade no plano de recuperação de Manguinhos. A debandada geral destes gigantes fragilizou a imagem da refinaria e revelou que os velhos métodos tinham voltado.

O aspirante que fez carreira a jato

Foi o escritório M.J. Alves & Burle, que colocou o jovem (e guapo) advogado Gustavo Sá Benevides, para atender o cliente Ricardo Andrade Magro. Recém formado, o rapaz virou especialista em Petróleo, se desligou da M.J. e foi morar em Miami, onde divide um blog com Magro, assinando textos juntos e colocando fotos conjuntas em todas as postagem que fazem.

Defensor de Magro tentou comprar jornal

O colunista Leandro Mazzini vem há 60 dias usando os espaços que ocupa, para defender o seu cliente, a Refit. Ele já participou de reuniões,acompanhando advogados de Magro - há alguns anos - na tentativa de adquirir um jornal no Rio de Janeiro. Há também o rumor de viagem à Flórida, remarcada várias vezes, com o objetivo de entrevistar Ricardo de Andrade Magro e estreitar os laços. Em tempo: O Correio da Manhã,em 2020 declarou, em editorial na sua edição impressa, que, por compliance, não aceitava publicidade de Magro, o maior devedor de tributos do país.

Blog da coluna Mazzini na Isto É confirma que Magro é controlador da Refit (Manguinhos)