Coluna Magnavita: Vieira Souto da CNC teve irmão de vice como corretor

O Correio da Manhã recebeu a solicitação do vice-presidente da CNC e Presidente da Fecomércio Ceará, Luiz Gastão Bittencourt sobre a matéria publicada na edição desta segunda, 07/12. Como é praxe, publicaremos na íntegra. Atendendo ao pedido da redação, a Assessoria incluiu explicações sobre a compra milionária de dois apartamentos na Vieira Souto, no valor de R$ 28 milhões, e confirmou “que o irmão de Gastão Bittencourt atou na corretagem de um dos imóveis”. A seguir, a íntegra da nota: “A respeito da matéria “Disputa na CNC atinge Fecomércios”, a assessoria de imprensa de Luiz Gastão Bittencourt esclarece:

1. Em relação à suposta disputa de poder na Confederação Nacional do Comércio-CNC, o presidente da Fecomércio Ceará, Luiz Gastão Bittencourt, rechaça tal afirmativa e informa que é signatário do manifesto público de apoio dos presidentes das Federações à reeleição de José Roberto Tadros. A despeito de suas divergências quanto à atual condução da gestão da entidade, Gastão Bittencourt mantém uma relação de respeito com a atual gestão da CNC.

2. Sobre o período em que foi interventor na Fecomércio do Rio de Janeiro, sob mandato da CNC e indicado pelo então presidente Antônio Oliveira Santos, Gastão Bittencourt deixou um legado de reativação das atividades finalísticas do Sesc e do Senac, que estavam abandonadas. O presidente foi responsável por modernizar práticas de gestão que permitiram uma retomada real da força ativa dessas entidades perante seus diversos públicos.

3. Quanto à contratação dos serviços de limpeza, estes foram realizados emergencialmente para suprir necessidades da administração, visto que a empresa que prestava serviços estava descumprindo contrato, com atrasos nos pagamentos aos colaboradores. Gastão Bittencourt determinou, naquele momento, a abertura de processo de licitação, citada na matéria, que foi realizada já na gestão do presidente Antônio Queiroz, que assumiu ainda em 2019, a quem deve responder ao veículo e a sociedade.

4. A respeito das acusações do vice-presidente da Fecomercio Ceará, Maurício Filizola, todas sem qualquer base ou fundamento, trata-se de mais uma tentativa patética de desviar o foco da investigação que está sendo realizada no Ceará a respeito de fraude, em sua gestão, com potencial de desvio de mais de R$ 2 milhões de reais investigada por comissão interna, que já foi entregue ao Tribunal de Contas da União
Todas as afirmativas contidas nessa nota podem ser verificadas por meio de vasta documentação que está à disposição deste respeitado veículo de imprensa. A respeito das informações solicitadas por este veículo durante apuração a respeito da compra de apartamentos no Rio de Janeiro pela Confederação Nacional do Comércio – CNC, a assessoria de imprensa também esclarece: O vice-administrativo da CNC, Luiz Gastão Bittencourt da Silva, embora já possuísse apartamento em um flat na cidade do Rio, procurou junto ao mercado apartamento próprio para estabelecer residência no Rio antes mesmo de ser eleito na diretoria da CNC e efetivamente adquiriu imóvel. Quando eleita a diretoria, discutiu-se a possibilidade de comprar como investimento e para residência do presidente eleito e do Vice financeiro imóveis funcionais, pois os mesmos estariam se transferindo para o estado. Neste momento foram relacionados alguns dos apartamentos que haviam sido visitados e não adquiridos e ainda estavam disponíveis no mercado. A CNC comprou dois apartamentos para as finalidades já expostas e, dentro de processo legal de compra e, conforme questionado pelo Correio da Manhã, o irmão de Gastão Bittencourt atuou na corretagem de um dos imóveis, sem que desta operação resultasse qualquer taxa ou pagamento realizado pela entidade para ele, nem majoração de preços que por sinal foi abaixo de avaliação de mercado”.

Os dois apartamentos custaram R$ 28 milhões. Quem paga a comissão é o vendedor e se a intermediação foi só de um deles a comissão estaria próxima de R$ 1 milhão. Como são apartamentos funcionais, a despensa, garçons, mordomos e arrumadeiras são fornecidos pelo Senac Nacional. Em um deles residiria também a secretária-geral da CNC, uma espécie de CEO da Confederação. A compra dos imóveis foi tratada, na época da aquisição, como um abuso do uso das verbas do sistema S.