Coluna Magnavita: Defesa de Witzel no STJ foi feita por firma ligada à Refit

A defesa de Helena e Wilson Witzel no inquérito número 1338/DF no STJ tem o papel timbrado do escritório do advogado Marcos Joaquim Gonçalves, a M.J. Alves e Burle. No Carnaval do Rio, ele foi o anfitrião da Refit, a também conhecida como Refinaria de Manguinhos, no espaço da empresa no camarote de O Globo e da Quem, da qual foi o patrocinador master.

Além de ser patrocinador master do camarote do jornal, a Refit, atendendo ao pedido do governador Wilson Witzel, colocou R$ 20.500.000,00 nas mãos da Liesa para apoiar o Carnaval. O anúncio do patrocínio foi o presente de aniversário do governador, que teve o seu também super camarote, com todo os serviços de comes e bebes para 500 pessoas por dia, pagos pela Liga das Escolas de Samba, inclusive as caixas de uísque 12 anos.

A Refit é um dos maiores devedores do estado e alvo de várias disputas judiciais. Marcos Joaquim é o homem de confiança de Ricardo Magro e foi um dos alvos da operação Grand Bazar da Polícia Federal. Além de assinar a defesa do Witzel no STJ, ele foi advogado e amigo do ex-deputado Eduardo Cunha.

Agora, com a chegada do criminalista paulista Roberto Podval, Marcos Joaquim teria deixado a defesa. O logo da M.J. Alves e Burle está em todas as 22 páginas no processo, estabelecendo uma conexão entre a Refit e polêmico caso do patrocínio do Carnaval diretamente com governador.

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