Coluna Magnavita: Refit: Um esquema super refinado (Parte II): A dívida da Refit com o Rio já passa de R$ 6,8 bilhões

Coluna Magnavita: Refit: Um esquema super refinado (Parte II): A dívida da Refit com o Rio já passa de R$ 6,8 bilhões

O curioso nome da controladora revela a forma de atuar  

Por Cláudio Magnavita*

A dívida em impostos da Refinaria Manguinhos, agora Refit, com o Estado do Rio de Janeiro é de R$ 6.800.000.000,00. São SEIS BILHÕES E OITOCENTOS MILHÕES DE REAIS. Ao câmbio desta semana, UM BILHÃO E DUZENTOS MILHÕES DE DÓLARES. É dinheiro em qualquer parte do mundo – e até na Lua.

Equivale a 1/3 do arrecadado no leilão da concessão de saneamento realizado pelo governo do estado. São três folhas de pagamento do estado. Como eles ainda operam e como eles conseguem empurrar com a barriga é o maior mistério do mundo tributário do Brasil e o mais escandaloso esquema que envolve o aliciamento de servidores e aliados nos governos federal e estadual, nas agências reguladoras e no Judiciário. Na dívida ativa do estado do Rio, o valor é de R$ 4.900.000.000,00 (QUATRO BILHÕES E NOVECENTOS MILHÕES DE REAIS), valores que podem ser conferidos no site da Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro. Com as novas execuções, deve chegar em novembro a R$ 5.000.000.000,00 (CINCO BILHÕES DE REAIS). Na esfera administrativa, já existem R$ 1.900.000.000,00 (UM BILHÃO E NOVECENTOS MILHÕES DE REAIS).

A Refit é uma empresa com ações na Bolsa, controlada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e que vem sendo administrada de forma nada ortodoxa pelo seu comandante de fato, a XOROQUE PARTICIPAÇÕES, que detém 65,01% das ações da Refinaria Manguinhos. Em Yoruba, Xoroque significa “aquele que corta feroz”. Nas religiões de matriz africana, é uma entidade dual, com duas forças em si mesma, sendo elas a de Ogum e a de Exu. Como o Correio da Manhã tem DNA baiano, é um termo comum no nosso cotidiano, que não nos é estranho. No folclore afro, este orixá que batiza enigmaticamente a controladora da Refit, na sua dualidade, esse Ogum é muito feroz e, quando fica bravo, transforma-se em Exu. Talvez isso explique a forma implacável que o preposto do acionista majoritário, o advogado RICARDO MAGRO, atue contra os seus concorrentes que tentam agir no Rio de Janeiro, promovendo a destruição de reputações, como fez com o corredor André Marques, vítima de uma campanha difamatória com notícias plantadas em veículos patrocinados pela empresa. A XOROQUE é controlada pela FIT PARTICIPAÇÕES, que tem como único acionista JOÃO MANUEL MAGRO, que tem um único filho, o RICARDO. O capital da Refinaria é constituído por 65,01 % da XOROQUE, 15,58 % da POSTALIS – INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR, fundo de pensão dos CORREIOS, que é seu principal controlador, com cadeiras em seu conselho diretor. Esses dois acionistas são os principais. O saldo de 19,40% das ações está diluído entre pequenos acionistas individuais. Para compreender a situação dos sócios minoritários, a reportagem do CORREIO DA MANHÃ adquiriu um lote de 300 ações RPMG4, que garante o acesso ao universo desses pequenos acionistas que estão sendo lesados pelo silêncio da POSTALIS e da CVM. O general FLORIANO PEIXOTO foi informado que a Refit tem utilizado sua verba de publicidade para financiar veículos que atacam o presidente da República, e mandou apurar.