Por Pedro Sobreiro

O ambiente político do Vasco não sabe o significado da palavra “tranquilidade” há uns 20 anos. As últimas décadas ficaram marcadas por muitas bravatas, intrigas de oposição e até mesmo suspeita de fraude eleitoral. Parece que a cada ciclo que passa, o Gigante da Colina se esconde na obscuridade de gestões praticamente amadoras.

A mais nova polêmica envolve o presidente Alexandre Campello, que se apoiou no Artigo 14 do Estatuto para não justificar o motivo de recusa de novos sócios gerais. Dias mais tarde, Campello afirmou temer a formação de um “mensalão” para as próximas eleições e por isso estaria negando a entrada de alguns novos sócios. Porém, o presidente cometeu um erro grosseiro muito comum aos últimos mandatários do Vasco: a falta de transparência. É complicado para o torcedor ver um candidato à reeleição escolher quem pode ou não votar, até porque, no momento, a maioria das pessoas não aceitas afirmam possuir ligação com grupos de oposição. Sem contar que o clube está com cerca de quatro meses de salários de atletas e funcionários atrasados. Não parece ético negar a entrada de dinheiro vinda dos sócios enquanto há trabalhadores sem receber.

Campello poderia encabeçar um marco histórico no Vasco, realizando as eleições mais limpas e tranquilas dos últimos anos, mas para isso acontecer a transparência é parte fundamental do processo. 

Não há o que esconder, presidente. Haja de maneira clara para que a torcida possa voltar a acreditar na diretoria e ser realmente incentivada a se associar ao clube.