O suicídio político de Wilson Witzel

Por Claudio Magnavita*

Governando um estado fragilizado financeiramente e que depende do governo federal, não é possível encontrar lógica no permanente estado de conflito do governador Wilson Witzel com o presidente Jair Bolsonaro. O novo capítulo é assustador. Agora o presidente da República acusa o governador de tentar implicar um dos seus filhos, o vereador Carlos Bolsonaro, no caso do assassinato da vereadora Marielle Franco, depois de ver frustrada a tentativa de envolver o próprio presidente da República no caso.

A maior vítima deste conflito será a população do Rio, com a falência de um governo estadual cuja pirotecnia, até agora, foi sempre paga por terceiros.

O desabafo do presidente de que a sua “vida virou inferno depois da eleição do Witzel” no lançamento da Aliança para o Brasil, no último dia 21, colou a relação em ponto de ebulição máxima.

Mas o que se esperar de um governador que tem como chefe e ex-patrão um dos desafetos mor dos Bolsonaros, o pastor Everaldo Pereira, presidente do PSC? O sonho de ser presidente virou, como afirmou Bolsonaro, uma “obsessão” do Witzel e do seu pastor kamikaze.

Para Witzel explodir, basta a Polícia Federal colocar a lupa nos negócios pilotados pelo pastor na Cedae, desde a época de Eduardo Cunha, o que levou o ex-presidente da empresa Wagner Victer a responder a questões legais até hoje. Se a lupa for colocada no Detran, o caso fica mais sério. O filho do pastor fica porta a porta com o governador, e o movimento de empresários e fornecedores é constante.

Ao se distanciar de quem o elegeu, Witzel recebe o carimbo de traidor. A sua rejeição nas redes sociais bate recorde.

Agora, uma infeliz coincidência. Todas as vezes que os torpedos são disparados para Bolsonaro, o governador está com um pé no exterior. Na primeira crise estava em Londres, e agora tem passagem paga para Lima pelas impolutas CBF e Conmebol. Coincidência?

(*) Diretor de Redação do Correio da Manhã

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