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Por Canal Like

Algumas pessoas falam assim: “Ah, a minha vida daria um filme!”. Mas poucas podem se gabar de ter uma vida tão intensa que, antes de dar um filme, virou livro e ainda renderia uma série. Estamos falando da Raquel Pacheco, que, como Bruna Surfistinha, se tornaria a garota de programa mais famosa do Brasil.

Raquel era uma adolescente de classe média que sonhava em ter liberdade. Ao sair da casa dos pais, ela foi tentar a vida num privê e acabou se envolvendo em um mundo perigoso de sexo, drogas e violência. Como seus clientes achavam que ela parecia uma surfista, Raquel acabou adotando o nome de guerra de Bruna Surfistinha.

Ao contar suas aventuras sexuais e afetivas num blog, Bruna/Raquel foi virando uma celebridade. E o blog gerou um livro que se tornou um best- -seller. Não demorou muito e o livro foi adaptado pra telona. Com Deborah Secco no papel da Raquel Pacheco.

Dirigido por Marcus Baldini, o filme “Bruna Surfistinha” foi um grande sucesso no cinema. Mas era tanta história pra contar que um filme só não dava conta. Então uma série de TV foi a consequência natural.

Para dar vida a Raquel, a escolhida foi Maria Bopp. Que não tinha nenhuma experiência anterior como atriz. Até então Maria trabalhava como continuísta de TV, mas ela passou por uma bateria de testes e ganhou o papel.

Para se preparar pra esse desafio, Maria fez laboratório em uma casa de prostituição, conversou com meninas iniciantes na profissão. E, desde então, vem arrasando como a protagonista da série.

Mais crua que o filme, a primeira temporada se concentra no primeiro ano de Raquel como garota de programa. Mostra a transformação de uma menina inocente numa mulher tarimbada. Em sua busca por emoções proibidas, ela vai criando uma couraça pra encarar as batalhas da vida.

Raquel vira Bruna e logo se destaca. O que gera a inveja das colegas de trabalho Georgette e Mônica, personagens de Stella Rabelo e Luciana Paes. Bruna descobre nesse ramo uma mistura de vocação e prazer. Conclusão: vira a favorita da clientela.

Preconceito

Só que a realidade é dura nesse ofício. Surfistinha tem que lidar com clientes agressivos e o preconceito da família. Na segunda temporada de “Me chama de Bruna”, ela já é a prostituta mais requisitada de São Paulo. Bruna conquistou certa independência, mora sozinha, mas continua com dificuldades financeiras. Apesar disso, a segunda temporada mostra um lado mais glamouroso dessa rotina difícil. A boate Paradise é o novo núcleo dramático. É ali que vão rolar intrigas, mistérios e uma libidinagem com certa dose de classe. 

No entanto, vamos ver a protagonista entre o prazer de ser Bruna e a saudade de ser Raquel. E é aí que entra em cena Maitê Proença como a jornalista Miranda. Ela é uma apresentadora de TV que vai deixar Bruna deslumbrada com a possibilidade de alcançar uma fama ainda maior.

E na terceira temporada da série, traumas do passado vão voltar pra assombrá-la. Bruna e Raquel agora estão em rota de colisão. Vivendo em um bairro de classe média alta, com clientela de elite, ela curte a fama e o novo status, mas antigos conhecidos vão reaparecer pra bagunçar o seu coreto.

Comentando sobre a fase mais recente de sua personagem, Maria Bopp explica que Bruna usa o sexo como arma, como um jeito de não se sentir vulnerável. Mas confrontada com seu passado, ela vai entrar em um conflito profundo consigo mesma.

“Me chama de Bruna” é a produção original de maior sucesso da Fox na América Latina. E a quarta temporada está garantida. Então confira os três primeiros anos da série, já disponíveis no NOW. Porque essa história ainda está longe de acabar. Até a próxima!