Crise econômica provoca queda na abertura de novas empresas no país

O Ministério da Economia divulgou nesta quinta (18) dados sobre o setor empresarial. Como consequência da crise gerada pela pandemia, o fluxo de abertura de empresas caiu 30,9% em abril, em comparação ao mesmo mês de 2019. Em sentido oposto ao esperado, o fechamento de empresas no mês sofreu queda de 41,1% de encerramentos formais, em comparação ao mesmo período do ano passado.

O secretário-adjunto de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, Gleisson Rubin, esclareceu que o isolamento social também pode ter postergado o fechamento dos estabelecimentos.

"Uma das razões possíveis é a menor circulação de pessoas, consequentemente o menor fluxo de deslocamento de empreendedores até as juntas comerciais para realizar procedimentos de encerramento das empresas. Além disso, há o efeito da postergação da decisão de fechar seu empreendimento em face das medidas de socorro do governo", disse.

Entre abril e março, foram abertas 189 mil de empresas e 58,6 mil foram fechadas De acordo com o estudo, no primeiro quadrimestre do ano, foram abertas 1,03 milhão de empreendimentos, o que representa um aumento de 1,2% em relação ao último quadrimestre de 2019 e queda de 1,1% quando comparado com mesmo período de 2019.

Em contrapartida, foram fechadas 351.181 empresas, queda de 6,6% em relação ao último quadrimestre de 2019 e queda de 12,0% ao mesmo período no ano anterior.

O saldo dos primeiros quatro meses do ano foi positivo em 686,8 mil empresas. Até abril eram 18,4 milhões de empreendimentos ativos.

O estado com o maior número de empresas é São Paulo, com 5,2 milhões. Em seguida, Minas Gerais com quase 2 milhões e o Rio, com 1,7 milhões.