Todos os envolvidos no caso ‘respiradores fantasmas’ ficaram em silêncio na CPI-RN

Todos os envolvidos no caso ‘respiradores fantasmas’ ficaram em silêncio na CPI-RN

O silêncio da corrupção

Por Cláudio Magnavita*

O pacto de silêncio parece ter tomado conta de todos os envolvidos no caso dos respiradores fantasmas do Consórcio Nordeste, formado pelos nove governadores da região e que fizeram sumir R$ 48.000.000,00 (quarenta e oito milhões). Os principais personagens foram convocados pela CPI do Rio Grande do Nordeste, inclusive o pivô da compra fantasma, Bruno Dauster, ex-chefe da Casa Civil do governador da Bahia Rui Costa. Seguindo o exemplo de Carlos Gabas, todos entraram mudos e saíram calados das oitivas. Não deram um pio e não rebateram nenhumas das duras perguntas realizadas pelos parlamentares potiguares. O Presidente da CPI, o deputado Kerlpes Lima, foi duro nas perguntas, aliás, demolidor. Até as empresas que fizeram parte do esquema e abriram o bico na polícia ficaram em silêncio.

O caso deixou a esfera estadual e migrou para a Polícia Federal. No STJ, existe um processo que fulmina o esquema. Foi a primeira compras de várias. O Consórcio, livre de fiscalização, iria irrigar o bolso de um grupeto disposto a ganhar dinheiro com a pandemia. Eram mercadores da morte que merecem ser regiamente punidos.

 

*Cláudio Magnavita é diretor de redação do Correio da Manhã