Freixo sem o Psol ficou fraco

Freixo sem o Psol ficou fraco

Por Cláudio Magnavita*

Existem diversos cenários sendo construídos para a sucessão no estado do Rio de Janeiro. Na esquerda, ou mais para a esquerda, o nome do Marcelo Freixo é descartado em várias situações. Ele seria o candidato natural, porém já carrega um fardo e o desgaste de algumas posições. Freixo abandonu o PSOL levando uma carga pesada de descontentamento da militância. O partido reúne elementos que as outras legendas tentaram alcançar e que o próprio PT perdeu. A militância do PSOL é feita pelo coração e com garra. Suas bancadas na Câmara, na Alerj e em Brasília representam a política feita com sangue. Foi o guarda-chuva que protegeu Marcelo Freixo quando ele mais precisou de apoio. Ao trocar a legenda mater pelo PSB, ele seguiu apenas o rumo da virada de uma crise existencial que não parou. Parece um militante que cansou de lutar e aceitou o jogo do ganhar por ganhar, mesmo rasgando sua biografia, aliás salpicada por uma relação pessoal que o colocou no universo da esquerda caviar e que anda de classe executiva. Quem assistiu ao vídeo do deputado no templo da Assembleia de Deus no último dia 8, viu um peixe fora d’agua. O PT ainda não digeriu a traição na Câmara. Não causará surpresa se ele for abandonado, da mesma forma que abandonou o PSOL.

 

*Cláudio Magnavita é diretor de redação do Correio da Manhã