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Reconhecido mundialmente como símbolo maior do Brasil, sendo também um dos principais destinos da América Latina, o Rio de Janeiro é considerado por especialistas da indústria de turismo a melhor cidade para receber definitivamente a Embratur em sua nova estrutura, agora como agência de fomento ao setor. Seria não apenas uma questão de justiça à capital fluminense e sua longa convivência com visitantes de todo o planeta, mas também a mais sensata manifestação de inteligência política.

Trazer a Embratur para o Rio é perfeitamente plausível. E, até mais importante que manter sua sede no Rio, é que a agência tenha musculatura na cidade, que naturalmente já conta com milhares de profissionais especializados em um negócio que necessita de cada vez mais profissionalismo.

Vale traçar um paralelo com a Ancine, a agência responsável por fomentar a indústria audiovisual do país. Nada mais lógico que ela esteja sediada na Hollywood brasileira, e daí seus bons resultados.

Essa experiência pode ser aplicada também à Embratur. Como estamos falando da sua criação, um marco zero, é pertinente que, seguindo o modelo da Ancine, a Embratur tenha um olhar diferenciado para o Rio, a eterna caixa de ressonância do turismo brasileiro.

Outro ponto importante é que a cidade conta com inúmeros imóveis do governo federal que foram abandonados ou estão subaproveitados desde que Brasília tornou-se capital federal do país, em 1960. Reaproveitá-los é uma proposta importante para o Rio.

Sediar a Embratur no Rio de Janeiro, assim, será a coisa mais lógica do mundo. Não há ônus. Só há bônus. E o Brasil ganha quando o turismo do Rio de Janeiro está muito bem.