Everaldo, o patrão

Wilson Witzel precisa incluir na faxina o seu líder partidário

Por: Claudio Magnavita*

O governador Wilson Witzel, para reconquistar a sua credibilidade, tem que incluir na sua faxina a influência do seu líder partidário, ex-patrão e atual patrão de sua esposa, o Everaldo Dias Pereira.

A mídia, ao se referir a este dirigente partidário como “Pastor”, ameniza, pela neurolinguística, a figura do articulador e do gestor de fundos partidários, alianças duvidosas e a associação de sua imagem a ilícitos.

A palavra PASTOR é sagrada, para um país cada vez mais evangélico. Chega ser dolorido incluí-la no noticiário que envolve escândalos do Governo do Rio ou do Amazonas, todos os dois ligados à legenda que Everaldo Pereira preside.

A presença do seu primogênito, Filipe Pereira em todas reuniões do secretário Fernando Ferry com o governador Wilson Witzel e, na ausência, ser o próprio governador a mandar chamá-lo precisa ser explicada.

A tentativa de dividir a Saúde em duas pastas e de ter tido, agora um coronel dos bombeiros herdando as operações do major PM que o sucedeu, sob a influência do presidente do PSC, é grave.

Mas como o governador pode afastá-lo ou deixar de reconhecer sua influência, se 60% da sua renda familiar tem como origem o emprego que Everaldo deu para a primeira-dama Helena Witzel?

O governador deve se libertar da influência maior do seu desastre administrativo e não ficar chamando o Filipe Pereira para monitorar cada passo que se dá na Saúde.

Editorial

*Claudio Magnavita é Diretor de Redação do Correio da Manhã