Cadê a PF e a PGR?

O que ocorreu no Rio é um escândalo, que merece ser investigado

Por: Claudio Magnavita*

O deputado Dionísio Lins, do PP, e vice-presidente da Alerj, fez um desabafo na Comissão de Saúde e da Covid-19, na manhã de quarta-feira, que merece ter sérios desdobramentos.

Ele acusou o tenente coronel da PM, Edmar Santos, de ter recusado abraçar a implantação do hospital de campanha na sede da Santa Casa da Misericórdia, que poderia abrigar 600 leitos e optar pela solução de tendas milionárias e torrar o dinheiro público, por conta de interesses duvidosos, afirmou o parlamentar.

Com valores até menores, a Santa Casa oferecia uma solução mais rápida e deixaria um legado para as comunidades carentes.

O então secretário chegou a enviar uma nota técnica para o governador, afirmando que o prédio da Santa Casa era tombado e optando por instalações transitórias.

Dionisio iria aproveitar a oitiva para pedir explicações a Edmar Santos.

O que ocorreu no Rio é um escândalo que não merece complacência do Judiciário e nem do Ministério Publico. É hediondo ganhar dinheiro com a morte de pessoas. É só imaginar quantos óbitos ocorreram por hospitais que não saíram do papel e poderá se ter uma dimensão do que ocorreu. Edmar foi colocado por um padrinho político e esteve a serviço de interesses maiores.

A sua sucessão, feita por militar de igual patente e com os mesmos padrinhos, é um desafio à impunidade e à incapacidade da Polícia Federal, da PGR e da Justiça em agir. Quantas pessoas ainda precisam morrer para que esses culpados sejam presos e julgados?

*Diretor de Redação do Correio da Manhã