Aqui se faz, aqui se paga

Suas previsões não se tornaram realidade e Wilson Witzel ficará totalmente só, sem ninguém

Por Claudio Magnavita*

Ao trair Bolsonaro e renegar que foi eleito na onda anti-petista que dominou as eleições de 2018, o juiz Wilson José Witzel começou a cavar a sua própria sepultura política.

O neófito governador do Rio, no alto da sua presunção divina, achava que iria decolar e que Bolsonaro não terminaria o ano.

A análise do fiasco do presidente, era o tema predileto da turma do charuto e das sarais com o pastor da igreja Assembleia de Deus, Everaldo Pereira.

Ele, o grande Wilson José, seria o único com condições de ser eleito em 2022. O governador João Doria, um perigoso adversário. Ele só tinha medo de Sérgio Moro. Comemorou quando o ex-colega virou ministro da Justiça. “Vai afundar com Bolsonaro”, profetizava.

As suas previsões não se concretizaram. O presidente não foi apeado do poder, a sua popularidade continua em alta, principalmente junto ao seu fiel eleitorado.

Witzel se envolveu em escândalos, vai ser indiciado e a sua fantasia presidencial virou pó. Na rua, não pode andar sem ser vaiado. Não consegue nem transitar no seu bairro, no Grajaú.

Após o escândalo da geosmina, o da água suja da Cedae, não pôde nem ficar no recuo da bateria no Sambódromo. Deu um passo fora do reduto e foi vaiado. Teve de fugir para os Estados Unidos e nem apareceu no desfile das campeãs no super camarote, pago por tabela com o patrocínio da Refit (Manguinhos).

A primeira turma e muito séria do Governo Witzel assiste perplexa o desmoronamento de um projeto que tinha tudo para dar certo.

Ao rifar seus mais fiéis correligionários, ninguém hoje lamenta o seu fim solitário. Está totalmente só, e nem piedade recebe daqueles que foram frutos da sua ingratidão.

*Claudio Magnavita é Diretor de Redação do Correio da Manhã