A sucessão municipal do Rio já começa a receber os seus primeiros contornos. Os partidos já começam a definir os seus pré-candidatos. O eleitor embalado pelo clima de Black- -Friday e depois das festas de fim de ano ainda não colocou o tema na sua agenda pessoal.

No caso do Rio e de São Paulo o pleito municipal ganha contornos nacionais e pode apontar o cenário de 2022. No Rio, é o governador João Doria o primeiro a colocar o bloco na rua - seguido pelo governador Wilson Witzel, também assumido pretendente ao Planalto.

A família Bolsonaro só entra no jogo após definir o futuro da sua legenda partidária. A esquerda vai de Marcelo Freixo e aposta na polarização com outro Marcelo, o Crivella, na busca pela reeleição e querendo ser o candidato da direita. O atual prefeito está de braços dados com o presidente Bolsonaro, enquanto Witzel comete harakiri político e ensaia voo solo renegando suas origens.

Neste cenário temos um silencioso Eduardo Paes, à espera da definição da pontaria da artilharia judicial do qual é um possível alvo.

O CORREIO DA MANHÃ inicia nesta edição uma conversa com os pré-candidatos na nossa redação. O primeiro deles, ou melhor, a primeira é Mariana Ribas, nome escolhido pelo PSDB. Um nome novo, nunca testado nas urnas e exatamente por isso um fato novo. Há uma aposta no surgimento de uma terceira via e cresce o movimento que defende um segundo turno com três candidatos, evitando esta polarização contumaz. Um dos defensores da tese é o veterano Miro Teixeira. Para eles, essa nossa jabuticaba eleitora poderá ser a solução da opção de votar no “menos pior”.

O debate começa, e para o Rio parar de errar é preciso conhecer os pré-candidatos - e torcer para que não comece a metamorfose que os transformam em mais do mesmo.