Braga Netto é o guardião do equilíbrio

Braga Netto é o guardião do equilíbrio

Por Cláudio Magnavita*

A nomeação do general Walter Braga Netto para comandar o Ministério da Defesa foi aplaudida no Rio e recebida com satisfação e tranquilidade no estado. O povo fluminense tem uma leitura diferenciada sobre o general, já que pôde conviver mais próximo a ele do dia 16 de fevereiro até o dia 31 de dezembro de 2018, período em que foi o interventor federal no estado do Rio. Na prática, Braga Netto era o governador nos assuntos referentes a segurança. Foi um período histórico. Seu equilíbrio como militar da ativa no comando um setor que está em colapso e formado em boa parte por civis permitiu um relacionamento especial. Quando a intervenção foi decretada, todos os hotéis do Rio colocaram em seus mastros só bandeiras do Rio. Sua gestão deixou um legado que permitiu o estado surfar até hoje em uma agenda positiva.

No comando da Defesa, Braga Netto tem a missão histórica de defender a normalidade e combater o coronavírus. Manterá a subordinação das armas ao comandante supremo das Forças Armadas, o presidente da República. Ele saberá preservar as três armas como instrumento do estado e não do governo. A escolha dos três novos comandantes foi uma demonstração da sua mão firme e da sua convicção aos princípios da hierarquia. A leitura correta é que a nomeação de Braga Netto não criou uma crise, muito pelo contrário, ela EVITA uma crise. É também o maior conselheiro do presidente Bolsonaro. Quem apostava em um ambiente de conflito, foi derrotado.

*Cláudio Magnavita é diretor de redação do Correio da Manhã