Um setor heroico e um líder corajoso

Um setor heroico e um líder corajoso

Por Cláudio Magnavita*

A solenidade de entrega da Medalha Pedro Ernesto, na segunda-feira, 27 de setembro, ao presidente da Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (Asserj), Fábio Rossi de Queiróz, presidida pelo vereador Rafael Aloísio Freitas, tinha tudo para ser um evento meramente protocolar para os anais da Câmara Municipal do Rio. Quem participou ou assistiu a transmissão, acabou tendo uma dimensão histórica da cerimônia.

Durante toda a pandemia, foi o setor supermercadista que segurou o touro com a unha, funcionando nos momentos mais críticos do lockdown, mantendo o suprimento dos lares e garantindo o abastecimento das lojas.

O papel corajoso de Fábio Queiróz nesse momento crítico foi fundamental. Ele foi o único líder do setor que deu a cara a bater, e conseguiu manter a tranquilidade do consumidor, evitando uma corrida às lojas, com um aumento repentino da demanda, o que provocaria o desabastecimento. A homenagem foi um reconhecimento à bravura de Queiróz. Na mídia, por diversas vezes, ele acalmou o consumidor, garantiu o abastecimento e segurança das lojas, conversou com a indústria para garantir reposição e abriu um diálogo com as autoridades.

Em um emocionado discurso, no qual fez um relato sobre sua vida no mundo dos supermercados, quando, jovem, iniciou na Rede Mundial, ele também lembrou sua origem humilde e o custo emocional de ter indo para a frente das câmaras, quando era aconselhado a se recolher. O secretário da Casa Civil, Nicola Miccione, destacou o papel do homenageado e o presidente da Fecomércio RJ, Antônio Florêncio Queiroz, lembrou este momento histórico para o comércio, e a relevância dos supermercados na pandemia.

Editorial

*Cláudio Magnavita é o diretor de redação do Correio da Manhã