Um negócio milionário na encolha

Um negócio milionário na encolha  

Por Cláudio Magnavita*

Está passando despercebido o maior negócio imobiliário do Rio dos últimos anos, escondido no lote da concessão do Aeroporto Santos Dumont, que está no foco da polêmica com o Galeão. Toda artilharia está focada para este tema e está passando despercebido o controle de 1.192 milhão de metros quadrados no coração da Barra. É essa a área do sítio aeroportuário do aeroporto Roberto Marinho, nome oficial de Jacarepaguá.

Hoje, na periferia externa do terreno da Infraero, já funcionam shoppings, restaurantes, revenda de carros e hospitais. No complexo do aeroporto, há uma área industrial destinada à aviação executiva. São empresas de manutenção para helicópteros e pequenas aeronaves, além da sede de companhias de taxi aéreo, escolas aeronáuticas e empresas que operam no transporte offshore. Na ligação com as plataformas, o setor de petróleo garante um movimento de 150 mil passageiros/ano. São utilizados barulhentos helicópteros, para 30 passageiros.

O aeroporto Roberto Marinho é o diamante embutido nesta concessão. A sociedade civil deve colocar a lupa neste negócio milionário que está passando despercebido. O fato do operador do Santos Dumont ser o mesmo de Jacarepaguá poderá direcionar as atividades aeroportuárias para o terminal irmão e expandir a atuação imobiliária no local. A mesma energia usada para defender o Galeão deve ser usada também para revelar as entranhas deste negócio imobiliário em curso.

 

*Cláudio Magnavita é diretor de redação do Correio da Manhã