Senadores abutres

Senadores abutres

Por Cláudio Magnavita*

A CPI do Senado chega ao fim com o país vacinado, com estados e cidades abolindo o uso da máscaras, com leitos de UTIs disponibilizados, com sinais de retomada econômica, empresas contratando, com teatros e cinemas abrindo sem limites de público, com o turismo sendo reaquecido, com os brasileiros voando de férias para o Brasil e para o exterior, onde passaram a serem aceitos, com falta de carros novos nas revendas automobilísticas, com superavit na balança comercial, com a programação de réveillon e carnaval sendo agendados, com o Brasil bem mais saudável economicamente do que seus vizinhos no continente, com o comércio realizando vendas, com o setor de e-commerce batendo todos os recordes e as crianças voltando às aulas. É este o Brasil real em 20 de outubro de 2021. Esta é uma lista de fatos. De uma realidade que incomoda os senadores que fazem parte do G7 de uma Comissão Parlamentar de Inquérito que virou, na realidade, uma comissão para lamentar a posição de senadores que utilizaram a corte parlamentar para implodir o presidente e o governo federal.

O ódio uniu parlamentares que meses antes se engalfinhavam e trocavam acusações. A estrela da oposição hoje é Renan Calheiros, que os próprios colegas de CPI um dia tentaram defenestrar do mandato. O Brasil que a CPI Para Lamentar construiu é o de um governo comandado por “um presidente genocida”. O mesmo “genocida” que comprou vacina para todos os brasileiros. Foi o governo federal o único que comprou e pagou pelas vacinas; até as fabricadas pelo Butantan foram pagas pela gestão Bolsonaro. O mesmo governo que implantou o maior programa assistencial do planeta e incluiu três argentinas só de invisíveis. O colapso que seria criado por lockdown desenfreado foi evitado pelo presidente que peitou governadores que estavam acobertados pelo judiciário, criando a maior federação do mundo com a inclusão da autonomia dos municípios para os assuntos da Covid.

Quem oxigenou financeiramente os estados com repasses milionários foi o governo. Toda a logística de transporte foi federal e contínua, com uma participação histórica das nossas Forças Armadas.

O Brasil do quanto pior melhor é o cenário que a CPI traçou nessas vergonhosas semanas de ataques, desrespeito, utilização de cadáveres e luto familiar, como se o Brasil não tivesse feito o dever de casa. São os mesmos parlamentares que viajam tranquilamente para seus estados de origem todas as semanas e que deixam o circo de horror da CPI e vão almoçar em restaurantes de Brasília.

Os senadores abutres estão certos em dizer que Bolsonaro é “genocida”. Ele matou a corrupção epidêmica que assolava o governo federal e assassinou a mamata que fez a fortuna de muitos daqueles que hoje querem destruí-lo politicamente e a seus filhos, todos eleitos pelo voto democrático.

 

*Cláudio Magnavita é diretor de redação do Correio da Manhã