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Por Paulo Saldaña/ Folhapress

O movimento Todos Pela Educação cancelou a continuidade de um evento sobre o tema em Brasília porque a presidente da entidade, Priscila Cruz, está com suspeita de infecção por coronavírus. Na segunda-feira (10), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), esteve no encontro.

Parlamentares, secretários, especialistas de educação, jornalistas e centenas de convidadas também participaram do Educação Já, cuja programação iria até quarta-feira (11). Nomes como o do presidente do Supremo Tribunal Federal, José Antonio Dias Toffoli, do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e do secretário de Educação do estado, Rossieli Soares, estavam na programação.

Priscila Cruz é a principal anfitriã do evento e recepcionou os convidados, como Maia e o secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, que também compôs os debates.

Ela esteve em viagem pela Europa no carnaval, na Alemanha e Noruega.

Em comunicado, o movimento indicou que a suspeita foi confirmada nas primeiras horas desta terça-feira (11). Os resultados dos exames devem sair em até dois dias.

"Embora não haja uma determinação oficial das autoridades de saúde, decidimos cancelar o evento como medida preventiva", diz a nota.

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, ironizou nas redes sociais a possibilidade de Priscila estar doente.

Weintraub já havia feito uma sequência de publicações de ataques à executiva do movimento, que já expôs desaprovação da conduta dele no MEC (Ministério da Educação).

"Para fechar o bloco de informações sobre Priscila Cruz e sua ONG 'Todos pela Educação': CORONAVÍRUS!!!", escreveu o ministro no Twitter na manhã desta terça.
Uma nova publicação citava um salmo da Bíblia sobre castigos divinos. "O Senhor fará recair sobre eles a sua própria iniquidade, e os destruirá na sua própria malícia; o Senhor nosso Deus os destruirá."

Na segunda-feira, Maia disse durante sua participação no evento que evitaria criticar Weintraub porque, se o fizesse, o risco de ele permanecer no cargo seria maior.
"Infelizmente o debate com o governo não é do tamanho que gostaríamos, independentemente de gostarmos ou não do ministro", disse. "Prometi que não falaria mal dele, senão ele não cai de jeito nenhum".