Os cinco anos de ‘El Pistolero’ no Barça

Por Ive Ribeiro

São 185 gols em 257 jogos. Números que levam o atacante “Luisito” Suarez ao posto de quarto maior artilheiro da história do Barcelona, ficando atrás apenas do companheiro Lionel Messi (607), do espanhol César Rodríguez (232) e do húngaro Ladislao Kubula (194).

São 137 gols no Campeonato Espanhol, 22 na Champions League, 19 na Copa do Rei e cinco no Mundial de Clubes da Fifa. Além de um na Supercopa da Europa e outro na Supercopa da Espanha.

Os números individuais expressivos são acompanhados por uma trajetória de conquistas durante essas cinco temporadas. O atacante uruguaio acumula 13 títulos conquistados, com destaque para a campanha vencedora na edição 2014/15 da Champions League quando o jogador formou um ataque infernal com Messi e Neymar, conhecido como o “trio MSN”.

Logo em sua estreia, no dia 25 de outubro de 2014, Luis Suárez enfrentou de cara o principal rival do Barcelona, em uma derrota por 3 a 1 para o Real Madrid, no Santiago Bernabéu, no Él Clássico.

Mas antes disso, bem longe dos gramados estrelados do Campeonato Espanhol, Suárez deu seus primeiros chutes na bola nos campos do desconhecido Urreta FC, ainda com sete anos de idade.

Mais tarde, já com a família projetando uma possível carreira no esporte, o jovem artilheiro e seus pais se mudaram para a capital Montevidéu em busca de mais oportunidades. 

A vida na capital uruguaia, entretanto, passou longe de ser fácil. De origem humilde, o premiado artilheiro de hoje em dia, ia a pé para os treinos e por vezes jogava com chuteiras emprestadas. Mas a qualidade de Suárez já se mostrava diferenciada, o que fez com que ele driblasse os problemas e chegasse ao Nacional, um dos maiores times do país, ainda com 14 anos.

Quando parecia que deslancharia, Suárez viu a separação dos país e passou por uma fase difícil que quase o fez deixar o Nacional. Em entrevista à ESPN Brasil, em 2013, ele admitiu que viveu uma fase “rebelde”, mas que uma paixão o fez mudar de rumo.

Sofia Balbi, adolescente na época, e Suárez, que tinha 15 anos, se apaixonaram, e o jogador começou a entrar na linha e retomar a promissora carreira. Um ano depois, um novo baque. A família da amada resolveu deixar o Uruguai e se mudou para Barcelona em busca de melhores oportunidades de vida.

Mais uma dura entrada do destino, mas quem quase recebeu o cartão vermelho foi Suárez, que por um momento se abateu e retomou a rotina de irresponsabilidade no Nacional. O apoio de Sofia, mesmo à distancia, foi a salvação. Ela, através de mensagens pela internet insistia para que Suárez permanecesse focado. Foi quando ele percebeu que a grande chance de reencontrar a namorada era justamente brilhando no futebol, desse modo o atacante teria as maiores chances de encontrar o amor da vida. estabeleceu-se uma meta: jogar no Barcelona.

O “El Pistolero”, então, tornou-se um grande destaque do Nacional, e em 2005 sagrou-se campeão do Campeonato Uruguaio. Este foi o passaporte dele para a Europa. A primeira parada foi na Holanda, no Groningen. Mas ele logo se destacou e em 2007 foi contratado pelo gigante Ajax. A essa altura o mundo do futebol já havia unido Luis e Sofia e, em 2009, eles se casaram em Amsterdã.

Sonho de amor perfeito realizado, faltavam outros. O mundo da bola ainda tinha mais a oferecer ao jogador, e após uma grande Copa do Mundo em 2010, ele foi contratado para jogar na Premier League, pelo Liverpool. No clube inglês, Suárez alcançou o status como um dos melhores atacantes do mundo, sendo artilheiro e disputado pelos clubes mais ricos do mundo.

Pronto! Suárez estava preparado. Chegara a hora dele e seu segundo amor se reunirem. Em 2014 o Barcelona desembolsou € 81 milhões (R$ 245 milhões) pela sua contratação. Começava a passagem vitoriosa de Luisito no clube em que ele prometeu jogar para ficar ao lado da mulher que ele amava.