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Por Pedro Sobreiro

O Bahia presenteou seu torcedor com mais uma ação brilhante da diretoria: um centro de treinamento a nível europeu.

O CT foi inaugurado no dia 11 de janeiro, dez dias após o clube completar 89 anos de existência. A cerimônia de inauguração contou com a presença do ídolo do Tricolor Baiano, Evaristo de Macedo, de 86 anos, que comandou o Esquadrão de Aço rumo ao título brasileiro de 1988.

O ex-técnico foi homenageado tendo seu nome dado ao novo Centro de Treinamento. Evaristo se disse feliz com a homenagem, mas deixou a cargo da torcida escolher se a homenagem foi merecida ou não.

O Centro de Treinamento Evaristo de Macedo combina o que há de mais moderno no mundo do futebol, mas sem perder as tradições que marcam o Bahia há muitos anos.

A nova estrutura contou com um aporte de R$ 30 milhões e veio para o lugar do Fazendão, antigo local que abrigou os treinos do Bahia, mas que já não condizia com a ideia de futuro que a diretoria tricolor tem para o clube.

Em homenagem ao antigo CT, eles trouxeram o jambeiro que foi plantado na inauguração do Fazendão, lá em 1979, para ser replantado na nova casa tricolor.

O novo CT também tem um monumento em memória às vítimas da “Tragédia da Fonte Nova”, que faleceram após a arquibancada do antigo estádio ceder, em 2007, deixando sete torcedores mortos, além de dezenas de feridos.

Com quase o triplo do tamanho do Fazendão, a Cidade Tricolor tem 304.487m², 57 quartos de hotel para comportar 52 jogadores do profissional e 120 meninos da base. Além desses quartos, os atletas da base ostentam uma academia própria, três campos de treinamento e uma biblioteca.

É um passo que vai elevar ainda mais o patamar do clube mais organizado do país, já que agora eles terão atletas com as melhores condições de treino e poderão melhorar a formação dos jovens jogadores da base. O time do Bahia apresentou um futebol organizado na Copa São Paulo de Futebol Júnior desse ano e foi eliminado nos pênaltis pelo Athletico-PR, que já conta com um centro de excelência para seus jovens.

Esse processo de reorganização do clube, iniciado lá em 2013, está pavimentando o caminho do Bahia para o panteão dos gigantes brasileiros em alguns anos.
A cerimônia de inauguração contou com a presença de sete mil sócios, algo quase impensável há alguns anos quando a diretoria não passava confiança e o clube se afundava em dívidas.

Atualmente, o clube baiano tem salários em dia e arrecada mais do que deve. É um clube democrático cujo progresso é inevitável.