Martine Grael e Kahena Kunze são bicampeãs olímpicas

Cinco anos depois da Baía de Guanabara, agora foi a vez agora de a ilha de Enoshima, no Japão, ser o palco da medalha de ouro das velejadoras Martine Grael e Kahena Kunze.

A dupla brasileira conquistou o bi olímpico em Tóquio-2020, nesta terça-feira (3), na categoria 49er FX, após a regata final ter sido adiada em um dia por questões meteorológicas.

O lugar mais alto do pódio nas Olimpíadas, em duas edições consecutivas, confirma o favoritismo pré-Jogos e reafirma o que hoje fica ainda mais evidente em águas japonesas: as brasileiras, parceiras desde 2013, tornaram-se um fenômeno da vela nos últimos anos.

A vitória em Enoshima é a 19ª medalha olímpica do Brasil na vela, um dos esportes mais vitoriosos do país no evento esportivo.

Martine Grael e Kahena Kunze, ambas com 30 anos, têm dado sequência a uma tradição não só brasileira no cenário mundial como também familiar.

Martine é filha do também velejador Torben Grael, recordista de medalhas olímpicas (cinco no total) entre brasileiros – ao lado do também velejador Robert Scheidt, que terminou em oitavo na classe laser nos Jogos de Tóquio.

Além das duas medalhas, elas acumulam o ouro no Mundial de 2014 e quatro pratas na mesma competição, em 2013, 2015, 2017 e 2019. Ainda colecionam um ouro (2019) e uma prata (2014) em Pan-Americanos.