Aos 45, Rodrigo Rodrigues deixa a vida e um vácuo no jornalismo esportivo

Por Gabriel Moses

O telejornalismo brasileiro sofreu um golpe duro nesta terça-feira (28). Implacável em seu trabalho competente e bem humorado, o apresentador Rodrigo Rodrigues (RR) partiu cedo, aos 45 anos, sendo vítima de uma trombose venosa cerebral, e teve maiores complicações por conta do coronavírus. Mas o seu legado será eterno.

Dono de uma leveza singular e de um alto astral contagiante, RR sabia como poucos a arte de apresentar fatos. Além de jornalista, Rodrigo era amante da música, sendo o guitarrista de sua própria banda, a "The Soundtrackers".

Ele começou sua carreira em 1995, na Rede Vida. Depois, passou pela TV Cultura, SBT e TV Bandeirantes. Em 2011, RR ingressou para a área de onde não sairia mais: o esporte. Na ESPN, o jornalista se tornou um dos expoentes de sua geração, apresentando o programa "Bate-Bola", resultando em um sucesso de audiência e de uma fidelização do público por anos. Após isso, esteve na TV Gazeta, Esporte Interativo. Atualmente trabalhava pela Globo, sendo o apresentador titular do "Troca de Passes" e esporadicamente coordenava também o "Seleção SporTV".

O apresentador reinventou o telejornalismo esportivo com a sua forma de lidar com o telespectador. Mesmo com um jeito informal, o multi-tarefado Rodrigo fazia com maestria o seu papel de vida: transmitir informações e ouvir as pessoas. Isso mesmo, de ouvir as pessoas.

A dor de sua partida tão precoce fica para a comunidade da comunicação, mas uma coisa é certa: em apenas 45 anos, Rodrigo Rodrigues influenciou diferentes públicos, de diferentes idades. Se hoje, por exemplo, eu trabalho na imprensa, é por que Rodrigo Rodrigues me influenciou por causa de sua amabilidade e respeito em, principalmente, ouvir as pessoas que o cercam. A pura e boa essência do jornalismo.

Descanse em paz.