A imprensa continua lutando contra os fatos

Por Rodrigo Bethlem*

O discurso do presidente Jair Bolsonaro, na manhã de terça-feira (26), na 76ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, gerou uma série de manchetes negativas. Quando abri os jornais, me deparei com uma verdadeira sandice, com a imprensa brigando contra os fatos e transformando o que o presidente falou num discurso agressivo e fora do tom.

Então, antes de me deixar levar pelas interpretações dos jornalistas, fui rever para entender onde a fala do presidente foi desproporcional, do jeito que alguns veículos de comunicação tentaram transformar.

Vamos a alguns pontos! Bolsonaro falou sobre as demarcações de terras indígenas. Disse que “14% do território nacional, ou seja, mais de 110 milhões de hectares, uma área equivalente a Alemanha e França juntas, é destinada às reservas indígenas. Nessas regiões, 600.000 índios vivem em liberdade e cada vez mais desejam utilizar suas terras para a agricultura e outras atividades.”

Ora, meus amigos, há alguma dúvida de que é importante contar isso para o mundo inteiro e rebater essa impressão de que estamos matando todos os índios e impedindo que eles tenham o seu espaço preservado? Ouso em afirmar que acho essa área é até grande demais.

Outro ponto que merece destaque é o que o presidente disse sobre a Amazônia. Ele declarou que “o Brasil é um país com dimensões continentais, com grandes desafios ambientais. São 8,5 milhões de quilômetros quadrados, dos quais 66% são vegetação nativa, a mesma desde o seu descobrimento, em 1500.” Esses dados são fundamentais para desconstruir a tentativa de colocar o Brasil como o patinho feio do meio ambiente. O Brasil não polui 10% do que os Estados Unidos e a China poluem.

Nosso país é o celeiro do mundo. É o país que mais exporta comida para o mundo inteiro e esse é mais um item muito importante para ser dito a todos os chefes de estado.

Sobre a pandemia, Bolsonaro ressaltou que “o Governo Federal distribuiu mais de 260 milhões de doses de vacinas e mais de 140 milhões de brasileiros já receberam, pelo menos, a primeira dose, o que representa quase 90% da população adulta. 80% da população indígena também já foi totalmente vacinada. Até novembro, todos que escolheram ser vacinados no Brasil, serão atendidos.”

Não podemos desprezar essas informações. Muitas vezes, as notícias que chegam são distorcidas. Esses números são importantes para não parecer que no Brasil vai todo mundo morrer de Covid.

Minha análise sobre o discurso do presidente Bolsonaro é contrária ao que circulou nos veículos de Comunicação. Ele passou mensagens importantíssimas para o mundo inteiro e o que a mídia fez foi transformar em algo agressivo e absurdo. Na verdade, tudo tinha que ter sido dito, sim. Também como forma de combater as fake news de boa parte da imprensa, que vive de tentar denegrir a imagem do próprio país. Vejam que coisa absurda: nós, brasileiros, atacamos a imagem do nosso próprio país.

Dessa forma, fica difícil as coisas irem para frente.

*Ex-deputado e consultor político