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Não está errado pensar no carnaval do Rio como um grande festival de teatro a céu aberto. São apresentações únicas, que ficam na memória dos milhões de foliões que vão às ruas cantar, sambar e renovar as energias. Nesse teatro gigante, o palco principal está na Marquês de Sapucaí, e as estrelas são as escolas de samba, com seus carros coloridos, percussionistas e, claro, milhares de pesso as que vão assistir a festa bem de perto.

Não é à toa que, num mundo tão cheio de arte e samba, os desfiles das escolas do Rio estão eternizados no coração de cariocas e turistas. Essa tradição começou ainda da década de 1920, com o surgimento das primeiras escolas de samba, como a Deixa Falar e, em seguida, as gigantes Portela e Mangueira, que colecionam dezenas de campeonatos disputados com samba no pé e na alma.

Já o primeiro desfile parecido com os moldes atuais aconteceu em 1932, com 19 grupos que participavam do “Concurso de Escolas de Samba” (nome da época), mas apenas quatro escolas tiveram suas posições divulgadas. A ordem foi: Estação Primeira de Mangueira, em primeiro lugar; Segunda Linha do Estácio e Vai Como Pode, dividindo o segundo lugar, e Unidos da Tijuca, em terceiro.

Naquela época, pouca gente acreditava que estes desfiles se transformariam no megaevento estabelecido na agenda carioca atual. E neste domingo (23) a Estácio de Sá abre a disputa pelo título de 2020, seguida por Viradouro, Mangueira, Paraíso do Tuiuti, Grande Rio, União da Ilha e Portela. Na segunda-feira (24), São Clemente, Vila Isabel, Salgueiro, Unidos da Tijuca, Mocidade Independente e Beija-Flor fazem seus desfiles. 

As seis primeiras colocadas voltam a se apresentar no sábado (29) no Desfile das Campeãs e as duas últimas colocadas caem para o grupo de Acesso - ou grupo A.