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Por Cesar Ferreira

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente (GAEMA/ MPRJ), realizou, na última segunda-feira (9) vistoria nas instalações da Estação de Tratamento de Água do Guandu (ETA Guandu), operada pela Companhia Estadual de Águas e Esgoto (Cedae), em Nova Iguaçu. O objetivo foi o de avaliar as condições operacionais e o tratamento da água fornecida a mais de 9 milhões de pessoas.

A vistoria foi realizada por membros do GAEMA/MPRJ e técnicos do Grupo de Apoio Técnico Especializado (GATE/ MPRJ), além de professores e pesquisadores da UERJ, UFRJ e Fiocruz, que observaram a evolução do tratamento da água com uso do carvão ativado em função da contaminação da água por algas do tipo geosmina, para verificar todo o processo de tratamento para os fins de retorno da normalidade.

A comitiva também avaliou as questões referentes ao Plano de Segurança da Água e de Contingência do Sistema Guandu. Conforme reportagem publicada pelo CORREIO DA MANHÃ em sua edição de 28 de fevereiro a 5 de março, os procedimentos previstos no plano não foram seguidos pela Cedae quando a contaminação foi constatada. A ONG baía Viva anunciou que vai responsabilizar criminalmente o ex-presidente da companhia Hélio Cabral por não seguir as normas técnicas indicadas me casos de crise.

Para conter a contaminação seria preciso abrir as comportas de Guandu e liberar a água suja, monitorar a limpeza e deixar uma água livre do agente contaminante entrar, mas Hélio Cabral não quis assumir o ônus de deixar a população sem água por uns dias. - Ele não permitiu que se parasse o Guandu porque sua paralisação gera falta d’água - disse ao CORREIO Clóvis nascimento, vice-presidente do Sindicato dos Engenheiros. Durante a vistoria ao Guandu equipes da Fiocruz e do Laboratório da UERJ coletaram amostras da água para fins de análises de alguns parâmetros.

Além das vistorias, os membros do Ministério Público vêm realizando seguidas reuniões com os agentes das Vigilâncias sanitárias dos municípios atendidos pelo sistema Guandu e com a Vigilância estadual. Os técnicos ambientais também têm ouvido diversos especialistas sobre questões relacionadas à qualidade da água e as intervenções de saneamento básico previstas e em execução na bacia hidrográfica do Guandu.