Editorial - A miopia de Guedes sobre ajudar o turismo assusta

Por Cláudio Magnavita *

As autoridades econômicas, especialmente o ministro Paulo Guedes e o seu secretário-executivo, Marcelo Guaranys, precisam ser mais proativos na busca de solução para empresas ligadas à alimentação fora do lar, a hotéis, operadores, agências de viagem e outros segmentos do setor de turismo.

As primeiras medidas dos governos foram suspender viagens, cancelar voos, proibir ida a restaurantes e as atividades de ir e vir que poderiam impactar o aumento do coronavírus.

O grande paradoxo é a omissão das autoridades econômicas com quem parou de vez. O que ocorre hoje no comércio e varejo é o que vem ocorrendo no turismo há mais de um mês. Um varejista pode vender uma geladeira por e-commerce e entregar o produto. No turismo, não há o que vender. O produto evaporou. No setor aéreo, a paralisação é mundial.

E o produto turístico é perecível: o assento de avião não vendido não se vende mais, o pernoite do hotel não vendido evaporou.

O Ministério do Turismo está fazendo a sua parte. Está funcionando em ritmo de gabinete de crise permanente. As propostas dos diversos setores estão sendo consolidadas e enviadas à área econômica. O presidente Bolsonaro conhece o setor e apoia.

Até a repatriação dos brasileiros está sendo coordenada pelo Mtur depois que representantes das embaixadas evaporaram e deixaram milhares no exterior conversando com uma secretária eletrônica.

Sabe qual será a última na lista a retomar:o turismo. Foi a primeira a sofrer e a última a retornar. Sem ajuda oficial, vamos implodir um setor. Tudo isso depende do Guedes e do Guaranys. O setor do turismo está sendo calcinado!

Cláudio Magnavita é editor do Correio da Manhã e ex-Secretário de Turismo do Estado do Rio

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