Coluna Magnavita - O sucesso de uma gestão da Riotur com um dos menores orçamentos da sua história

Por Cláudio Magnavita*

Alguns fatores unem o presidente Jair Bolsonaro e o prefeito do Rio Marcelo Crivella, uma das mais evidentes é que os dois são os alvos preferidos das organizações Globo. Estão sob um fogo cerrado que desafia qualquer manual de princípios editoriais.

Nos últimos dias foi criado um novo pecado político, o de ser irmão. A notícia publicada nesta quinta-feira em “O Globo” sobre a saída de Marcelo Alves da Riotur é um caso de malabarismo jornalístico colocado a serviço de fazer Crivella sangrar. No texto não há uma única linha que registre que Marcelo Alves tenha sido citado em uma delação premiada que envolveu o empresário Rafael Alves. Isso não podia ser escrito porque ele não foi. O fato concreto é que são irmãos. Se houver algo errado, que se apure e que se puna. O que não se pode concordar é com o julgamento midiático por antecipação.

A Riotur viveu na administração Crivella com um dos menores orçamentos da sua história. Mal dava para pagar a folha de pessoal e sempre faltava para o custeio. Não tinha verbas e, portanto, nem tinha o que ser desviado.

Marcelo Alves conseguiu pilotar na gestão do xará Marcelo Crivella uma Riotur que realizou quatro carnavais, sempre excelentes. Cada um superando o outro. Sempre com patrocínios captados da iniciativa privada graças à experiência de homem de marketing do seu presidente, que na vida privada realizou uma trajetória de sucesso trabalhando para grandes empresas.

Os três réveillons que realizou bateram todos recordes de público, shows e fogos. A hotelaria recuperou o valor da sua diária média e a cidade faturou.

Em fevereiro, Marcelo recebeu na televisão, das mãos de Alfredo Lopes, presidente da associação de hotéis, um prêmio por ter possibilitado a melhor temporada dos últimos anos ao inventar um carnaval de 50 dias. O primeiro trimestre foi com a taxa de ocupação de 80%. O que seria do setor agora se não tivesse faturado nestes primeiros meses?

O estilo de homem de marketing e publicitário de Marcelo possibilitou à Riotur agir como empresa privada. A sala do seu gabinete, decorado com seus quadros, sofás e móveis pessoais cedidos em comodato, era tão funcional que virou quase um segundo gabinete de Crivella enquanto a Niemeyer estava fechada.

Ele foi um animador da cidade. Fez campanhas que recuperou a autoestima do carioca e o seu amor pela cidade.

Em um balanço da gestão Crivella, as ações assinadas pela Riotur aparecem como grandes acertos.

Esta era uma carta de demissão que não deveria ter sido aceita, ainda mais nesta hora, quando o turismo está calcinado e precisa de um gestor como Marcelo Alves para fazer renascer a atividade. A solução do Rio passa por uma retomada do setor do turismo após esta onda passar.

O presidente Bolsonaro confia na sua equipe e nunca se vergou aos ataques da mídia a assessores e à construção de uma condenação midiática prévia. No passado, por covardia eleitoral, os dirigentes abriam mão da presunção de inocência e entregavam a cabeça de subordinado muitas vezes por conta de uma manchete, uma denúncia ou até uma nota maldosa.

O único veículo que demite é o Diário Oficial. “Folha”, “Globo”, “Extra” ou outros jornais que escolhem seus alvos eleitorais por uma questão de gosto pessoal perderam esta força em Brasília.

Laços fraternos, agora, viraram pecado - e o curioso é que nesta passagem de Marcelo pela Riotur, sendo o seu irmão ex-diretor de escola de samba, foi o período nas quais as torneiras da prefeitura foram fechando para as escolas de samba. Este ano a Liesa não recebeu nada, foi salva por uma nebulosa relação entre o governo do Estado e o seu maior devedor.

Cláudio Magnavita é membro do Conselho Nacional de Turismo

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