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Por Gustavo Barreto e Marcelo Perillier

Após dizer que iria aterrar a estrutura do que seria a estação da Gávea, o governador Wilson Witzel veio a público informar que retomaria as obras da linha 4 até a Gávea. O projeto originalmente previa que a estação ficaria localizada no subsolo da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e seu gasto está em torno de R$ 934 milhões.

De acordo com Witzel, os recursos complementares destinados a fechar a conta das obras finais virão de apreensões obtidas na Operação Lava-jato, podendo chegar até a R$ 1 bilhão. Segundo ele: “O doutor Marcelo Bretas disse que não sabe exatamente o valor, mas que pode ser de R$ 1 bilhão. O que existe hoje, R$ 300 milhões, seria metade para a União e metade para o estado”. 

Paralisadas desde 2015, as obras da Estação Gávea estiveram a ponto de serem aterradas em 2019 devido ao alto custo que acarretaria finalizá-las. Segundo Witzel, “o custo com aquela obra é de R$ 1 bilhão ou até mais. Nós não temos esse dinheiro”. De acordo com informações da Secretaria de Estado de Transportes, o custo para aterrar a estação seria de R$ 20 milhões a R$ 40 milhões.

Todavia, na manhã da última quinta (12) o Ministério Público do RJ veio a público dizer que as obras incompletas da estação podem provocar desabamentos no bairro, mais especificamente dois prédios da PUC e alguns imóveis na Rua Marquês de São Vicente.

Por conta disso o Ministério Público pediu pela anulação da ação que impedia o envio de verbas na conclusão das obras por parte do governo do estado. 

Pertence ao pacote de mobilidade urbana para os Jogos Olímpicos Rio-2016, a Linha 4 do metrô, inicialmente, previa ligar a Barra ao centro, passando por Jardim Botânico, Humaitá e Botafogo. No entanto, o então governador Sergio Cabral mudou o trajeto, fazendo a ligação da Barra com a estação General Osório. Ccom o trajeto modificado, os trêns passariam por São Conrado, Gávea, Praça Antero de Quental, Jardim de Alah, Praça Nossa Senhora da Paz e General Osório. De todos os modais citados, o último no qual as obras se iniciaram mais tarde foi o da Gávea. Previsto para ter duas plataformas independentes, com uma delas servindo para futuras expansões da linha 1, ligando a Gávea a estação Uruguai, fazendo uma espécie de circular, o modal ficou em uma, por conta do rio Rainha. Em virtude disso, atrasos nas obras e projeto encarecido.