Por Emanuel Alencar

Garantia no plano de recuperação judicial do Estado fluminense, a Cedae do governo Witzel escanteou antigos quadros e tornou-se menos transparente, reclamaram profissionais ouvidos pela reportagem do CORREIO DA MANHÃ.

Witzel nomeou Hélio Cabral como presidente e reformulou toda a diretoria. Antigo diretor financeiro, Cabral foi alvo de investigação interna por suspeita de beneficiar empresas de segurança sem licitação.

Na avaliação do deputado estadual Carlos Minc (PSB) a falha é inequívoca e a Cedae deve ser acionada por todo cidadão que tiver sofrido qualquer problema em decorrência da ingestão da água fora dos parâmetros:

- É o chamado batom na cueca. Se tivesse um tratamento correto, as algas não criariam esse problema. O Guandu é uma boa estação, mas o problema é que sistema completo da Cedae é de baixa pressão, o que permite a entrada de conta minação nos canos. Há muitas subestações, muitas das quais com ausência de materiais e química.

De férias nos EUA na ocasião, Witzel não fez qualquer comentário público sobre o problema – ao menos até o fechamento desta edição.

Se o governador não precisou se preocupar com a qualidade da água, já que nos Estados Unidos é comum a ingestão do líquido das pias, Rosângela Borges, de Bangu, teve que recorrer a galões de água mineral.

- O pobre ainda precisou gastar mais dinheiro com isso - lamentou.