O Procon-RJ anunciou a abertura de investigação para analisar a qualidade da água no estado. O presidente do Procon, Cássio Coelho, determinou prazo de dez dias para que a Cedae explique o episódio.

Caso a culpa da Cedae seja comprovada, a empresa pode ser multada em função da demora na identificação da presença da geosmina na água, bem como não haver alertado a população de forma clara. O valor da multa, informa o órgão, seria estipulado tendo por base o faturamento da companhia de saneamento.

Aos clientes da Cedae que precisram recorrer à compra de água mineral, o Procon recomenda que eles guardem as notas fiscais. Com os comprovantes e outras provas, como laudos médicos e fotos ou vídeos da água turva, é possível obter o ressarcimento.

A equipe de fiscalização estava nesta quarta-feira buscando informações em alguns bairros e nesta quinta-feira irá para outras regiões citadas pelos consumidores. Cássio Coelho informou que diante de uma situação de vulnerabilidade do consumidor, o Procon tomará as providências cabíveis.

Empresas que comercializam água mineral registraram um aumento considerável nas vendas nos últimos dias. O movimento, revelam alguns comerciantes, chegou a quintuplicar.