Pin It

Na semana passada, o governador Wilson Witzel nomeou a assistente social Andrea Baptista da Silva Correa para assumir o cargo de presidente da Fundação Leão XIII, órgão responsável por ações como atendimento a moradores de rua e mutirões de identificação civil. Em abril de 2019, Andrea virou ré em uma ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público em Itaperuna. As informações foram publicadas no blog do berta.

Ela foi coordenadora da Organização Social (OS) Instituto Unis Saúde entre novembro de 2017 e novembro de 2018. De acordo com o MP, neste período, colaborou com fraudes que podem ter prejudicado os cofres da prefeitura da cidade do Noroeste fluminense em até R$ 2,6 milhões.

“A ré Andrea Baptista foi responsável por fraudar a prestação de contas para incluir produtos e serviços superfaturados ou que não foram adquiridos ou prestados”, dizem os promotores na petição inicial da ação.

O processo ainda caminha na fase da defesa dos acusados. Em nota, a Fundação Leão XIII afirma que a atual presidente "foi incluída indevidamente no processo, pois era coordenadora técnica de assistência social, nunca tendo atuado em prestação de contas nem nas decisões administrativas”.

A vice-governadoria afirma que Andrea é uma profissional com um "ótimo currículo e vasta experiência em assistência social". “Ela tem 25 anos de atuação, tendo trabalhado tanto no Governo do Estado como em várias prefeituras e também é professora da Uerj”, completou.

Confira a nota da Fundação enviada ao blog do Berta:

“Andrea Baptista foi incluída indevidamente no processo, pois era coordenadora técnica de assistência social, nunca tendo atuado em prestação de contas nem nas decisões administrativas. Ela trabalhou de novembro de 2017 a novembro de 2018. O escritório onde eram tratadas as questões administrativas e financeiras da OS Instituto Unir Saúde ficava no Shopping da Gávea, na capital.

O processo em questão ainda está em prazo de defesa preliminar. Assim que entrar na fase de contestação, os advogados da própria OS, que também defendem a antiga funcionária, vão entrar com uma petição pedindo a exclusão de Andrea.

A atual presidente da Fundação Leão XIII entrou de tão boa fé no processo que sequer constituiu advogado particular. As atividades desenvolvidas por Andrea foram: implementação do escritório da OS em Itaperuna, articulação com o conselho municipal da área e coordenação das ações e serviços assistenciais ofertados nos Cras (eram cinco), um Creas, seis unidades de serviço de convivência e fortalecimento de vínculos e um abrigo para crianças e adolescentes.

Andrea tem 25 anos de experiência no serviço público, tendo exercido cargos de gestão técnica em assistência social ou consultora no Governo do Estado e nas prefeituras de Nilópolis, Nova Friburgo, Itaboraí, Cabo Frio, Cachoeiras de Macacu e Itaperuna. Este é o único processo no qual seu nome foi indevidamente citado”.