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Por Ricardo Hiar (Folhapress)

Os meses mais quentes do ano também são o momento em que muitas pessoas aproveitam para relaxar ou refrescar-se em praias ou piscinas. Mas o tempo quente e úmido também é o favorito dos fungos, os causadores das micoses. Não à toa, essa época do ano, com as férias escolares e maior aglomeração de pessoas, é a que apresenta maior incidência da proliferação dessas doenças, que podem atingir a pele, as unhas e os cabelos.

Segundo a médica Leninha Valério do Nascimento, coordenadora do curso de pós-graduação do serviço de dermatologia tropical do Hospital Central do Exército, além do clima quente do verão, a mudança do pH (grau de acidez) da pele também contribui para a disseminação da doença.

São três os tipos de contágio: inter-humano, que é quando uma pessoa transmite a micose para a outra; o de animais (por meio de cães e gatos que tenham a doença); e terra e areia contaminadas.

A dermatologista Gabriela Capareli acrescenta que, apesar do clima favorável para os fungos no verão, é possível adotar medidas para prevenir a doença.

A médica diz que nesta estação é comum as pessoas frequentarem locais que as deixam mais expostas. No caso das piscinas públicas, o tratamento com o cloro pode eliminar os fungos que causam micose, mas eles podem permanecer nas bordas e em outros objetos de uso coletivo, como as cadeiras de sol, ou até os lava-pés.

Andar descalço em vestiários ou permanecer muito tempo com a roupa molhada podem ser outras situações que favorecem a contaminação.

Os fungos se alimentam da queratina da pele, cabelos ou unhas, e causam uma reação inflamatória local. Portanto, evitar o uso prolongado com água e sabão, secar muito bem as axilas, virilhas e entre os dedos dos pés também ajuda.

- Outro cuidado importante é não compartilhar toalhas, roupas, escovas de cabelo e bonés, objetos que podem transmitir doenças - adverte a médica.

Tratamentos
Segundo Leninha, existe variação nos tipos de micose, apesar de todas serem originadas por fungos. Elas são divididas entre as que acometem as camadas mais superficiais da pele, e as que atingem órgãos internos.

Nas unhas, as micoses alteram a coloração, espessamento e descolamento. Na pele, surgem lesões arredondadas, escamativas e que coçam bastante. Tem ainda as frieiras, que geram vermelhidão, rachaduras, coceira e ardência, principalmente entre os dedos dos pés.

Os cuidados após a contaminação dependem da localização e da extensão da doença.

- A grande maioria é tratada com antifúngicos em creme, mas também pode ser necessária a medicação oral - diz Gabriela.

O tempo do tratamento pode variar de alguns meses a até anos.