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Por Fernanda Canofre/ FolhaPress

O número de mortes em decorrência das fortes chuvas em Minas Gerais chegou a 50 nesta terça-feira (28). Duas pessoas continuam desaparecidas, segundo a Defesa Civil do estado.

Foram registradas 13 mortes em Belo Horizonte, 6 em Betim, 5 em Ibirité, 4 em Alto Caparaó e 4 em Luisburgo. Outras 11 cidades também aparecem na lista tendo de um a três casos.

De acordo com o último boletim divulgado, 28.043 pessoas estão desalojadas -fora de casas, em casas de parentes ou outro- e 4.101 continuam desabrigadas -em abrigos disponibilizados pelo poder público.

O número de desalojados dobrou desde a manhã de segunda, quando o registro era de 14.609 pessoas.

A maior parte dos desalojados -22.664- está no interior do estado. Dos 65 feridos, 54 também são de cidades do interior, segundo a Defesa.

Os dois registros de desaparecidos são nas cidades de Luisburgo e Conselheiro Lafaiete, onde os Bombeiros seguem em operações de buscas.

Em Luisburgo, a busca é por uma pessoa que ficou soterrada em um deslizamento de terra. Não foram passadas mais informações sobre o outro caso. 

Os Bombeiros de Minas Gerais não tinham nenhuma ocorrência em aberto em decorrência das chuvas na manhã desta terça.

A Agência Nacional de Mineração emitiu nota na segunda pedindo que a atenção às barragens seja estendida até sexta-feira (31), devido às fortes chuvas previstas para os próximos dias. Além de Minas, o alerta abrange Rio de Janeiro, Espírito Santo e Goiás.

A ANM pede monitoramento diário de estruturas e que, em caso de anormalidade, seja acionado o PAEBM (Plano de Ação de Emergência para Barragens de Mineração), com notificação imediata do SIGBM (Sistema Integrado de Gestão de Segurança de Barragens). 

No sábado, a Vale acionou o nível dois do plano de emergência em uma barragem da mina de Gongo Soco, em Barão de Cocais, em virtude da chuva. Por meio de nota, a mineradora informou que houve uma erosão na parte interna da estrutura.

A barragem afetada, a Sul Inferior, encontra-se à jusante da Sul Superior, no mesmo complexo, que está em nível três -rompimento iminente ou já ocorrendo- desde o ano passado.

Em fevereiro, os moradores foram retirados da chamada zona de autossalvamento, a primeira a ser atingida.