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 O mercenário Billdog está de volta – e, como de hábito, numa eletrizante trama policial, com referências pinçadas de filmes noir e de ação, de histórias em quadrinhos e da cultura pop principalmente dos anos 70 e 80. Depois do sucesso de público e crítica “Billdog” (2012), o ator Gustavo Rodrigues retorna à cena como o assassino de aluguel – protagonista de uma série de três peças (“Bane”, no original) do ator e autor inglês Joe Bone, que viraram hit em Londres. Com estreia marcada para 3 de janeiro no Teatro 3 do Centro Cultural Banco do Brasil – Rio de Janeiro, “Billdog 2” tem direção do próprio Gustavo junto com Joe. O diretor Guilherme Leme Garcia assina a supervisão artística. “Billdog 2” ficará em cartaz de quarta a domingo, às 19h30, até 1º de março .

Na continuação da saga do anti-herói Billdog, Gustavo Rodrigues interpreta não apenas o mercenário que dá nome à peça, mas todos os 46 personagens da história. Em cena, o ator é acompanhado do músico Tauã de Lorena, que assina a direção musical e executa, ao vivo, a trilha sonora original composta por Ben Roe. Na trama, o protagonista Billdog ganha a vida como um mercenário nas ruas de uma cidade fictícia, em algum lugar da América. O fardo de ser um criminoso começa a pesar em sua consciência. Deprimido e tendo pesadelos, ele se consulta com um psiquiatra. Mas, enquanto tenta colocar a cabeça no lugar, ele precisará acertar as contas com um velho amigo, acabar com o mafioso que quer matá-lo e lutar contra um monstro tóxico.

O cenário é uma caixa preta. A simplicidade da cenografia e do figurino (Gustavo veste uma única roupa) dão espaço para o ator se desdobrar nos 46 personagens em diferentes lugares no decorrer da trama – do escritório do mafioso Ivan ao clube de pôquer Jackpot, passando pelo consultório do psiquiatra Dr. Purum Fuki até o antigo porto da cidade contaminado com um misterioso lixo tóxico. Além dos diálogos, Gustavo se incumbe dos inúmeros efeitos sonoros que pontuam a história: barulhos de carros e motos, portas rangendo, tiros, gavetas abrindo e fechando, cigarros sendo acesos.

Em “Billdog 2”, o ator foi buscar na cultura pop dos anos 70 e 80 referências para a construção da encenação e dos personagens criados por Joe. “Queria fazer uma peça com referências desse período que constituiu minha infância e adolescência, meus sonhos e descobertas, com influências das músicas de bandas como The Doors, Legião Urbana, Blitz, Cazuza; filmes do Tarantino, do Batman e que passavam na Sessão da Tarde”, conta.

 

 

FICHA TÉCNICA

Texto e concepção: Joe Bone

Direção: Gustavo Rodrigues e Joe Bone

Supervisão artística:  Guilherme Leme Garcia

Elenco: Gustavo Rodrigues (Ator) e Tauã de Lorena (Músico)

Composição de trilha sonora:  Ben Roe

Direção musical: Tauã de Lorena

Iluminação: Aurélio de Simone

Figurino: Reinaldo Patrício

Preparação corporal:   Brisa Caleri

Programação visual:  Marcus Clausen

Fotos:  Guarim de Lorena

Operador de luz:  Rodrigo Lopes

Convidado especial:  Guiga Fonseca

Produção executiva:  Luan Victor

Direção de produção:  Monique Franco

Idealização e realização: Gustavo Rodrigues/Franco Produções Artísticas