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SM: Morar na região só ajuda, pois você conhece as demandas da região. Você não ouviu falar ou alguém disse. Você cai no buraco, você vê a árvore que está tombando, sofre a falta de luz... você está no dia a dia. E é você representar aquilo em que você acredita, então, acho muito mais fácil.

MP: As associações de moradores receberam-no bem? Quais as principais demandas da população?

SM: Eu acredito que vão receber bem. É que elas estão muito cabreiras. É que nem gato escaldado. Muitos prometeram, mas não fizeram e daqui a pouco vem um cara que é salvador da pátria? Eu preciso de tempo para mostrar o meu trabalho e depois eles vão avaliar. Mas eu tenho certeza, posso falar por mim, que eles vão ficar satisfeitos, porque vou me dedicar integralmente e eu estou preparado, tanto tecnicamente quanto espiritualmente. Acho que a maior preocupação dos moradores da Barra, Recreio e Vargens é com a desordem urbana. Porque essa desordem gera uma sensação de insegurança, e muita gente acha que nossa região é insegura. Mas se você analisar os dados estatísticos, verá que nossa região é uma das melhores na segurança, só que a sensação triplica ou quadriplica. Só que, na hora de impor a ordem e limpar, eu tenho certeza de que a segurança vai ter um decréscimo na sua expectativa muito grande, as pessoas vão acreditar mais na segurança.

MP: O senhor diria que as pessoas que frequentam o NEAM no dia a dia vão encarar positivamente este seu recomeço na vida política?

SM: Na realidade eles já aceitaram, pois isso tudo é uma missão. A grande missão é a unificação das religiões, porque o grande objetivo espiritual é a convergência para um ideal único que se chama amor, onde não haja mais segregação, como as pessoas dizem: “Poxa, mas o Marcello Crivella é evangélico. Você é espírita”. Mas o Crivella tem uma coisa no coração dele que se chama amor. O Crivella é um homem amoroso, é uma pessoa que gosta do ser humano. E eu sou um homem que tem amor no coração e adoro o ser humano. Então, nós estamos convergindo. Não existe divergência de títulos, religiosas... Religião é como roupa, cada um veste aquela de que gosta, mas o importante é a essência. A essência do Marcelo Crivella, nosso prefeito, é uma essência maravilhosa, divina e de amor. É igual à minha. 

MP: Você acredita que vai ficar até o fim do mandato do prefeito Marcelo Crivella?

SM: Olha, eu digo que o tempo a Deus pertence, e a política é dinâmica. O que eu quero dizer é o seguinte: não importa o tempo que eu ficar. Eu vivo o hoje, o presente. E hoje eu vou fazer o meu melhor. Agora, a cada dia que me deixarem ficar, em um momento que, por um motivo, eu precisar sair, eu tenho certeza que sentirão saudades de mim.

MP: Independentemente de sair ou não da superintendência, a verdade é que ela toma bastante tempo. Será que dá para conciliá-lo com o trabalho espiritual que o senhor coordena no NEAM?

SM: Sempre! A espiritualidade é eterna. A nossa luta não é pela matéria. É pelo espírito. A nossa luta não é pela evolução da matéria ou pela ganância ou poder. A nossa luta é pela humanização da sociedade. É tornar a sociedade mais humana e justa para todos, e não para alguns.

MP: Como você vê a volta do “Correio da Manhã”?

SM: Eu vejo de forma maravilhosa, pois eu participei do “Correio da Manhã”. Na realidade, quando era líder estudantil, o “Correio” era o jornal que me ajudava muito na época da ditadura, e eu sofria com essa questão da ditadura porque eu era um estudante rebelde, da Uerj... Era estudante de engenharia civil. Aí, quando você vê a volta do “Correio da Manhã”, você fala assim: “Meu Deus! É o nosso passado revivendo”. É um jornal que as famílias vão poder ler porque é um jornal sério, com assuntos de atualidades e que não é personalista