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O mouse, eterno aliado de quem ainda usa os bons e velhos desktops, poderá futuramente ser também um item importante em investigações na internet. Será mesmo? Simples: detectando mentiras (e invasores) a partir de movimentações no cursor.

É isso que pesquisadores italianos desejam, após publicarem o resultado de alguns testes na revista científica “Plos One”. Foi uma experiência interessante. Em um dos estudos, foi dado a 40 participantes um questionário virtual com algumas perguntas envolvendo dados pessoais. Metade do grupo precisou decorar previamente mentiras para usá-las nas respostas. No teste, surpresas pegaram os “mentirosos” desprevenidos.

Isso porque algumas perguntas complementares aos dados que eles haviam decorado foram exibidas. Por exemplo: o grupo precisou memorizar uma data de nascimento “fake”, e o sistema, além disso, perguntou o signo correspondente ao aniversário. Os pesquisadores constataram que as respostas dos “mentirosos” vieram acompanhadas de diferentes movimentações de cursor para questões “inesperadas” (à direita), com curvas e variações de lado. Já para as mentiras previamente memorizadas (à esquerda), não houve grandes desvios. Não deixa de ser uma técnica curiosa.

Já o outro grupo pesquisado, que não tinha a necessidade de forjar respostas, foi mais “objetivo” e manteve um padrão em diagonal ao mexer no mouse durante os dois tipos de perguntas. Entre outras coisas, a pesquisa dos italianos definiu que “a dinâmica do mouse fornece uma rica fonte de dados em comparação com tarefas semelhantes de classificação binária baseadas em botões de resposta”. Portanto, é bom ficar de olho. O seu mouse pode ser usado contra você.